quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Todo o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi
Iansã, Iemanjá, chama Xangô
Oxossi também
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi
Mercador, Cavaleiro de Bagdá
Oh, Filhos de Obá
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi
Senhor do Bonfim, faz um favor pra mim
Chama o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi
Oh, meu Pai do céu, na terra é carnaval
Chama o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi
Se vem de Deus
Do céu ficar azul
Ou virá
Dos olhos teus
Essa cor
Que azuleja o dia...
Se acaso anoitecer
E o céu perder o azul
Entre o mar e o entardecer
Alga marinha, vá na maresia
Buscar ali um cheiro de azul
Essa côr não sai de mim
Bate e finca pé
A sangue de rei...
Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho (cedinho)
Corre e vá dizer
Pro meu benzinho
Um dizer assim
O amor é azulzinho...
Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho (cedinho)
Corre e vá dizer
Pro meu benzinho
Um dizer assim
O amor é azulzinho...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008



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Fui no show pra saber como seria, e foi da forma que eu esperava ...
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● Mulheres pretas seminuas rebolando no palco
● Ja Rule jogando Champanhe na plateia
● Ja Rule gritando " Faveiiila, Rocinhaaa" pra animar a plateia e dizendo que aquele é o povo dele, foi de um lugar como aquele que ele veio, que de lá sairão grandes talentos e blá blá blá.
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Entrevista de Ja Rule feita para a Magazine
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A revista convidou rappers do Rio e de São Paulo para fazer perguntas.
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MC MARECHAL: Qual é o intuito desse show? Por que tocar onde moram pretos e pobres, na favela? Foi politicagem de produtores ou a sua consciência hip hop?
Ja Rule- Eu amo tocar para a minha gente. Não ligo para quem tem dinheiro ou não, quero estar entre os meus. Eu quis fazer esse show por isso, achei a idéia ótima. A gente tem que ganhar dinheiro, mas também tem que dar algo em retorno, entende?
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MC MACARRÃO: Por que o rap nos EUA deixou de ser contestador para ser algo vazio, que só fala de mulher, carro e dinheiro? Toda mulher é piranha, e o cara tem que ser ricaço. O que houve?
Ja Rule - Dinheiro. Sabe do que mais? Para que vou ficar lutando contra o governo, contra este ou aquele? Sabe quando eu vou ganhar? Nunca. Em vez de lutar, eu ganho dinheiro deles. Sexo vende. É só assistir à TV no Brasil. O que se vê? Bunda, peito. E o funk do Rio, o que é? De que merda você está falando? O que eu poderia fazer? Ficar detonando o Bush? "Maldito Bush, filho da puta"? Ninguém liga, as pessoas só querem relaxar, elas elegeram o Bush duas vezes! Que se #@%$, tenho que cuidar é de mim!
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NEGA GIZZA: O que você espera atingir com suas letras?
Ja Rule - As pessoas não querem ouvir falar de política, querem músicas que as façam mexer o traseiro, dançar, relaxar. Se eu encontrar um MC brasileiro, vou dizer: aonde você que chegar? Não dá para ficar sentado vendo a vida passar, fazendo protesto. É preciso pagar as contas, dar comida aos filhos.
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MC FUNKERO: O que conhece do hip hop brasileiro?
Ja Rule -Conheço o Fadz, que me trouxe para cá. Mora em Nova York, mas é brasileiro, canta em inglês e português. Também tem um cara que ouvi, o MC Diego. O hip hop no Brasil não é tão grande, mas estamos aí para ajudar a rolar.
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MC FUNKERO: Li algo sobre uma suposta origem brasileira sua. É verdade isso?
Ja Rule - Não, cara, não tenho nenhuma ligação de sangue com o Brasil. Nasci no Queens. Nova York, baby, Nova York. Mas adoro o Brasil, é a minha terceira turnê. Vocês têm peito, ousadia. É demais vir para cá. Vou detonar nos shows.
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BLACK ALIEN: O grupo Boogie Down Productions, de NY, fez a música "Jah Rulez", nos anos 80, para o disco "Ghetto music: the blue print of hip hop". Seu nome foi inspirado nela? Você é fã deles?
Ja Rule - Superfã. Boogie Down detona, são os pioneiros. Eles fizeram os moldes do hip hop, com o Big Daddy Kane, o Marley Marl, todos da Cold Chillin' Records. Meu nome não foi inspirado na música, é coincidência. Eu me chamo Jeffrey, sempre tive o apelido Ja.
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THAÍDE: Quando você veio pela primeira vez ao país, perguntaram o que conhecia da nossa música e você respondeu: "Ricky Martin é brasileiro?" Ainda acha isso?
Ja Rule - Não, cara...
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THAÍDE: De que maneira o rap americano pode contribuir com o brasileiro e vice-versa? Se é que você acha que a gente pode contribuir...
Ja Rule - O hip hop americano é a base. Tem caras que vieram do gueto, eram traficantes ferrados e hoje são milionários. Você tem que aprender com eles. Isso é um negócio, não é brincadeira. O que o hip hop brasileiro pode nos ensinar? Não sei, me digam vocês. Ponham os dois juntos na balança e vejam quem é quem. Sei que podemos fazer muito pelos brasileiros, mas eles têm que mudar de atitude. Têm que evoluir, sacou? Por isso o hip hop nos EUA manda. É um negócio de bilhões, com filmes, TV, roupas. Os MCs brasileiros têm que fazer igual. Eles não vão mudar o mundo ou o Brasil. Como trabalhar sem grana? Com fome?
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RAPPIN' HOOD: Tem uma pá de gente aqui trabalhando na comunidade, tocando de graça. Por que cobrar? R$ 30 são muito para a Rocinha...
Ja Rule - Por acaso você faz show de graça o tempo todo? É disso que eu vivo. Como posso vir para cá tocar de graça? Se for algo do Unicef, da ONU, eu topo. Agora, preciso saber para onde está indo a grana, porque alguém sempre ganha. Prove-me para onde vai, especialmente aqui no Brasil, que eu faço.
